Você sabe como colocar preço no seu produto?

Por: Amanda Paz – Funny Amandita (a autora permite cópia deste post, desde que citada a fonte e anexado um link para essa página).

Parte 4 – A INFLUÊNCIA DO MERCADO NO PREÇO DO SEU PRODUTO

Como vimos na postagem anterior sobre o assunto, a análise de mercado é uma ferramenta muito importante para o sucesso de um empreendimento. Através dela, podemos colher informações preciosas que poderão nos auxiliar na boa gestão do nosso negócio. Ao definirmos o preço do nosso produto, portanto, precisamos, também, nos valer desta ferramenta.

Basicamente, o mercado está composto pelo consumidor,  fornecedor e concorrência (claro que  essa é uma visão limitada do mercado pois, ao redor do seu negócio, há muitos outros elementos agindo, influenciando e sofrendo influência: a economia, o clima, o calendário, por exemplo). Mas, entendendo como esses 3 elementos básicos podem influenciar na definição do preço de um produto, já é meio caminho andado. A lógica para compreender os outros fatores é semelhante:

Consumidor: Se você está na etapa de definição do preço do seu produto é porque já definiu, anteriormente, qual seu público-alvo, certo? Portanto, certamente deve ter feito um levantamento prévio sobre seu cliente:

  • Quem comprará o seu produto? homem, mulher, jovens, adultos, turistas etc.
  • Por que comprar o seu produto? qualidade, preço, inovação, beleza etc.
  • Como comprará o seu produto? pessoalmente, à distância, à vista, a prazo, com dinheiro, com cartão etc.
  • Com que frequência comprará seu produto? esporadicamente, frequentemente, raramente etc.

Conhecendo o seu público alvo fica mais fácil saber se ele estará disposto a pagar o preço que você deseja cobrar pelo seu produto. Se seu cliente prima pelo produto diferenciado, acabamento de primeira, certamente ele não se importará em pagar mais por isso, desde que o preço lhe pareça justo. Se você não fez essa pesquisa inicial sobre o perfil do seu cliente, faça-o já.

Fornecedor: Elemento tão essencial quanto o consumidor para o sucesso do seu negócio, o fornecedor deve ser seu grande parceiro. A fidelidade a um fornecedor pode até ter suas vantagens, como a oferta de condições especiais de pagamento mas, por outro lado, pode se revelar um grande risco. Já pensou descobrir que seu fornecedor não poderá lhe entregar em tempo o material necessário para aquela mega encomenda de um cliente preferencial? dá medo só de imaginar, né?

O ideal é manter uma boa relação com os principais fornecedores do seu ramo no mercado. Quando encontrar algum material que você costuma utilizar com frequência a um preço muito bom, não pense duas vezes: faça estoque. Conseguir bons preços com seus fornecedores fará com que você consiga baixar o preço final do seu produto, promover descontos atraentes para conquistar e fidelizar clientes ou, melhor ainda, aumentar seu lucro.

Concorrência: Seus concorrentes são aquelas pessoas ou empresas que atuam no mesmo ramo de atividade que você. Estudá-los é fundamental para a sobrevivência do seu negócio, pois você será capaz de identificar as deficiências e as vantagens dela e determinar os possíveis pontos fracos e fortes do seu produto/serviço, a fim de melhorá-lo. Claro que, para isso, você precisa ter identificado, previamente, seus principais concorrentes.

Uma boa forma de analisar seus concorrentes (depois de tê-los identificado) é estabelecer critérios de comparação entre o negócio deles e o seu. Um começo é responder as perguntas abaixo.

  • De que maneira o produto ou serviço pode ser comparado ao do concorrente? ele é parecido com o seu? em que? ele é diferente do seu? em que? 
  • Seu concorrente responde rapidamente a mudanças? está sempre colocando novos produtos à venda?
  • Qual é a estratégia de preço do concorrente
  • Quais pontos fracos e fortes da concorrência você pode explorar a fim de conseguir um produto diferenciado?
  • Como é seu preço em relação ao do concorrente?

Uma vez conhecidos esses três elementos e a forma com que eles se relacionam com o seu negócio, você conseguirá identificar se o preço que tenciona cobrar por seu produto está de acordo com o mercado, isso é: se o preço do seu produto compensa os custos para produzi-los; se proporciona um lucro satisfatório; se condiz com o preço que seu concorrente está cobrando pelo mesmo produto e, finalmente, se o seu cliente está disposto a pagá-lo.

PREÇO DO PRODUTO = CUSTOS COM O PRODUTO + LUCRO PRETENDIDO  (lembrando que essa é uma fórmula minimalista para se calcular o preço de um produto, mas que pode ser uma boa solução para o nosso tipo de negócio, como já expliquei anteriormente em outra postagem sobre o assunto. Para saber como identificar os custos de um produto, leia a parte 3 dessa postagem, clicando no link que está no final desse texto).

Atenção!

A análise de mercado é uma ferramenta que pode e DEVE ser utilizada sempre que você precisar fazer alguma modificação em seu negócio (colocar um novo produto à venda, alterar o preço de um produto, investir em melhorias, expandir o negócio etc). Leia as postagens anteriores sobre o assunto “Como calcular o preço do produto”, clicando nos links abaixo:

Espero que tenham gostado. Abraços e até o próximo post.

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6 respostas em “Você sabe como colocar preço no seu produto?

  1. É emocionante, encontrar alguém como vc, primeiro parabéns pelo seu trabalho em feltro que é lindo, segundo, parabéns pela iniciativa de posts como esse e o do PAB mais a frente, sabe como te encontrei??? Através dele, estava procurando o site a uma hora atrás e ainda não procurei mais, pois encontrei vc e aqui estou eu xeretando, sabe o que me deixa feliz, é que talvez encontrei alguém para conversar sobre o artesanato, ou não, mas tudo bem tb, só a sua iniciativa já valeu a grande intenção, estou escrevendo minha monografia sobre artesanato, sou artesã e tb trabalho com feltro, não sou tão boa quanto vc e Érica, mas chego lá, eu estou defendendo o trabalho manual, dentro da categoria de artesanato, não sou a favor do que o PAB, sebrae, entre outros colocam como definição do trabalho manual , desprovido de criatividade, de processo de criação, e de identidade cultural, acho sim que talvez a discussão pode ser sobre valores, mas não concordo com a marginalização deles, e defendo o uso de moldes, formas e facas, pois acho que isso não limita ninguém de criar, nem de desenvolver um bom trabalho, só acelera uma etapa do trabalho, e nunca um pode ser mais que o outro, como uma pessoa pode ser desprovida de cultura??? Entende, é muito díficil defender isso já que não se encontra bibliografia, mas estou lá, tecendo meu texto como uma colcha de retalhos, se quiser conhecer meu trabalho http://www.facebook.com/MariaMoleDesign?ref=hl , está é minha página, meio bagunçada, com muitos trabalhos e DYEs bacanas que encontro nesse mundão a fora, tudo no universo lúdico da criança, sou mãe, mulher, dona de casa, artesã, terminando a faculdade e morando longe da família, muito longe, beijos e boa noite Nathalia

    • Oi, que bom que você voltou. Nossa, pelo jeito você tem muito a me ensinar, já que está até escrevendo uma monografia sobre o assunto.
      Confesso que também fiquei meio decepcionada quando li as definições propostas pelo PAB. Senti-me um tanto quanto depreciada enquanto criadora. sim, porque eu me considero uma criadora. Em meus projetos procuro sempre imprimir minha personalidade e buscar um diferencial que agregue valor ao trabalho final. Eu mesmo crio a maioria dos meus moldes e dedico bastante tempo no processo de elaboração de cada nova peça que ofereço aos meus clientes. Claro que, algumas vezes, o cliente quer aquela peça que viu em algum lugar e que amou. Mas, ainda assim, procuro modificar alguma coisa para que não me sinta plagiando o trabalho alheio.
      Acredito que as pessoas que chegaram àquela definição (de que trabalhos manuais, diferentemente dos artesanais, seriam “desprovidos de criatividade, de processo de criação, e de identidade cultural”) foram infelizes. De qualquer forma, acho que a iniciativa é boa e espero poder conhecer mais a respeito do assunto. Especialmente, com a sua ajuda…rs.

      Curiosidade: Você está se formando em que área?

      Ah! e antes mesmo de ler seu comentário, adicionei você çá no face sem nem mesmo saber que se tratava da mesma Nathalia a quem já tinha respondido anteriormente.

      Beijo grande e sucesso com sua monografia.

      Amanda Paz

  2. Rsrs, que fofa!!! Estou me formando em Produção Cultural, na UFF em Rio das Ostras, é uma cidade pequena, na Região dos Lagos, no interior do Rio de Janeiro, sou do interior de São Paulo, Bauru, engravidei no meio da facul, do meu namorado que terminava sua faculdade em Bauru, onde nos conhecemos, ai deixei a faculdade e fui morar com ele em São Paulo, era sua cidade de origem, ele acabou a faculdade e já arrumou um emprego lá e voltou, ai logo logo meu filho nasceu, eu lá, a única coisa que me alegrava era??? Adivinha??? rsrsrs ir na 25 e lá fui até o 8 mês de gravidez sozinha, lá eu recuperava as minhas energias diante de tantas possibilidades, fiz as lembrancinhas, as fraldas, os lençóis, tudo quase eu fiz, sou uma viciada de imagens de artesanato em feltro da internet, sei o que está acontecendo no mundo todo quase, e fico horas fazendo isso, eu amo, mas nem tudo é perfeito, não tinha amigos, quase não saia, mercado era longe, padaria tb, depois que meu filho nasceu tudo piorou, e eu dependia do meu marido pra tudo, começaram as brigas e as obrigações familiares, os tem que da vida, todo domingo almoçar na casa da vó, familia grande e complicada, não me adaptei, ia voltar pro interior na casa de meus pais, ate que ele deu a idéia, volta pra facul, vc esta sozinha aq, fica lá, eu te ajudo, e eu voltei, meu filho tinha 6 meses, minha mãe, minha sogra ficaram putas, a sogra não aceita até hoje, e aq estamos, isso foi em 2010, meu marido vinha de 15 em 15 dias, eu levava, meu filho pra aula, ai veio as férias e eu quis coloca-lo em uma escola, pois não dava mais pra ele ficar comigo, engatinhando pala sala, indo no colo das pessoas, do professor, rsrsrs, era uma farra pra ele né, ai na primeira escola que fomos meu marido arrumou aulas para dar, meu filho ganhou bolsa, e com isso meu marido trabalhou o resto do ano terça, quarta e quinta em sampa e segunda e sexta aq, punk né??? agora estamos na luta aq, hoje ele da aula em 4 escolas e estamos ótimos morando na praia, e eu tento conciliar tudo, casa, família, artesanato e facul, não produzo com muita frequência, mas sempre estou postando coisas legais na minha página. Por causa de uma inquietação pessoal, resolvi escrever sobre artesanato, já fiz um mapeamento na cidade, já entrevistei, mas para outro projeto que estagiei durante um ano, agora chegou a hora de escrever e estou ferrada, mas eu acho, que independente de onde vc aprendeu a técnica, ou até mesmo, se quiser copiar de uma revista, o processo criativo vem a cada peça nova, e é ali em cada detalhe que vc coloca sua essência no seu trabalho, e isso é artesanato, se molde é feito é pronto, pouco me importa, se é pronto pra mim é melhor, pois elimina uma etapa do trabalho, todo mundo merece qualidade de vida, parece que alguns autores pararam no tempo, e outra, eles me conhecem, sabe onde pesquisei, sabe quem me ensinou a bordar, como sou desprovida de criatividade e de identidade?????? Bjo Grande agora estou esperando de vc, qual o seu envolvimento por que começou a costurar??? Conte-me sua história que eu adoro, abração!!!

    • Oi Nathalia,

      Pelo visto temos muito em comum, viu?
      Para começar, também morei em São Paulo e no interior do Rio – em Volta Redonda, onde comecei a estudar Pedagogia, pela UNIRIO. Antes, morei em São Paulo por dez anos, onde me formei em Hotelaria. Por incrível que pareça, durante os dez anos que morei em SP, dá para contar nos dedos de uma das mãos as vezes em que fui à 25 de Março…naquele tempo eu nem imaginava trabalhar com artesanato. Hoje, que moro em Minas e tenho tanta dificuldade em conseguir achar material para os meus trabalhos, penso nisso…rs.

      Minha vida é uma eterna mudança, vivo de lá pra cá. Já morei no Pará, no Amazonas, São Paulo, Goiás, Rio e, agora em Minas. Espero poder sossegar um pouquinho por aqui. Mas, vai saber né? meu marido está trabalhando em Jundiaí e está gostando demais de morar lá…então, quem sabe eu não tenha de me mudar mais uma vez. Mas, por enquanto, isso não faz parte dos meus planos. E, depois, Jundiaí é logo ali e ele vem todos os finais de semana para cá ou, então, eu é que vou para lá.

      Comecei a trabalhar com artesanato sem nem saber que tinha começado. Aliás, desde que me entendo por gente, sembre tive muita habilidade para trabalhos manuais. Na escola, sempre era muito elogiada pelos professores por causa dos trabalhos caprichados, caderno impecável e todo enfeitado..rs. Mas achei que iria trabalhar com moda ou algo assim. Sempre customizei minhas roupas e de minhas amigas. Minha mãe fazia mil coisas e, dentre elas, costurava vestidos lindíssimos, que eu bordava com pedrarias. Adorava ficar no ateliê dela, servindo cafezinho para as clientes, ajudando a copiar os moldes, ouvindo as fofocas…rs.

      Quando criança, fazia roupas para as minhas Barbies e para as das minhas amigas e trocava-as por papeis de carta e outros assessórios de bonecas que eu queria. Brincava de escolinha e adorava fazer trabalhinhos e lembrancinhas para as minhas “alunas”. Ajudava outras professoras (de verdade) com seus murais e trabalhinhos e, em troca, ganhava chocolates, que eu amava (e amo até hoje). Minha mãe era a diretora social do clube do condomínio onde morávamos e sempre organizava festas e eventos. Eu, claro, ajudava-a na decoração. Acho que herdei dela esse lado empreendedor e criativo.

      Sempre tive vontade de ter meu próprio negócio. Nunca me conformei com essa vida de assalariada…rs. Mesmo como servidora pública federal, que sou hoje, continuo com essa vontade de montar alguma coisa e trabalhar por conta própria. Enquanto esse dia não chega, vou vendendo meus produtos pela Internet e me realizando um pouco com isso. Nunca tinha trabalhado com feltro, mas uma cunhada minha, quando estava montando o enxoval do seu bebê, pediu que eu tentasse fazer uns bichinhos que havia visto em uma loja. Eu que nunca digo não para nada (ou não dizia…rs), topei o desafio e, de lá para cá (isso foi em dezembro de 2011)não parei mais. Cada dia me apaixono mais por esse mundo de linhas e agulhas. <3

  3. Ola meninas meu nome é Elias moro no interior de SP – Cachoeira Paulista próximo á CANÇÃO NOVA a cidade é bem próxima do Estado de MG e RJ.
    Já estive nas cidades ditas por vcs.
    Como achei o site ;sou formado em administração de empresas e tava relembrando formação de preço para um produto (protetor de seios) que o meu sogro produz ele tem uma confecção de sandadinhas / sapatinhos / pantufas e não há nenhuma administração nos negócios dele faz tudo empiricamente então pensei que poderia ajudar formulando o preço dos protetores pra ele.Vendo o site e os comentários de vcs fiquei orgulhoso pela atitude das duas tanto pelo site que é excelente e pela esforços de cada uma em vencer na vida. Deixo aqui o parabéns a vcs.

    • Olá Elias,

      Conheço de nome essa cidade, mas ainda não tive o prazer de conhecê-la. Que bom que você acabou chegando até meu cantinho (seja muito bem-vindo). É essa troca de experiências que nos faz crescer e desenvolver nosso trabalho cada vez mais. Seu sogro tem sorte por ter você por perto para ajudá-lo. Você pode imaginar como é difícil para quem não tem noções básicas sobre administração conseguir seguir em frente com seu sonho. Muitas vezes, acabamos tendo prejuízo simplesmente por não conhecer todas as nuances do negócio. Saber fazer é um talento, mas por si só não basta. Por isso, o pouco que aprendo, seja com as cabeçadas, erros e acertos, seja nos cursos que já fiz, divido aqui nesse blog. E se você tiver alguma dica bacana, fique à vontade para publicá-la. Grande abraço e sucesso pra você e para seu sogro.

      Obrigada pelo carinho e por ter compartilhado conosco um pouquinho da sua experiência de vida.

      Amanda Paz
      Funny amandita.

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